Economia

Petrobras nega impacto ambiental na exploração de petróleo no Amazonas

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras afirmou nesta segunda-feira (21) que a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas, próximo à costa do Amapá, não causou impactos socioambientais diretos em comunidades ou terras indígenas. A declaração responde ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) para suspender a licença que permite à estatal perfurar novos poços na região da Margem Equatorial. As informações são da Gazeta do Povo.

A empresa afirma que o trabalho está em fase de pesquisa e que realizou mais de 80 reuniões e audiências públicas em 22 municípios do Amapá e do Pará antes de começar a perfuração. A Petrobras diz cumprir rigorosamente a legislação e as exigências dos órgãos competentes no processo de licenciamento ambiental.

O MPF tem visão diferente e quer interromper as atividades até que novas medidas sejam adotadas. O órgão afirma que 17 municípios do Pará podem ser afetados e cita reclamações de indígenas, quilombolas e pescadores sobre redes destruídas, peixes afastados e riscos provocados pelo trânsito de embarcações.

Para a promotoria, quatro medidas precisam ser tomadas antes da continuidade da exploração: ouvir previamente todas as comunidades tradicionais da costa do Pará, fazer estudos sobre a pesca, apresentar um plano de compensação e rever quais áreas podem ser afetadas pelo projeto.

A disputa envolve o poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em uma área com quase 2,9 mil metros de profundidade. Em agosto, a Petrobras anunciou ter encontrado petróleo de boa qualidade no local. Em setembro, o Ibama autorizou a ampliação da pesquisa no bloco, permitindo também a perfuração dos poços Manga e Crotalus.

A Petrobras defende a exploração da Margem Equatorial como parte de sua estratégia para manter a produção brasileira de petróleo e gás nas próximas décadas. A nova área é considerada de extrema importância por conta das projeções que apontam redução das reservas brasileiras em produção até 2035.

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