A Petrobras deve incluir cláusulas antifacções em seus contratos com fornecedores e parceiros. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (14) pelo diretor-executivo de Governança e Conformidade da estatal, Ricardo Wagner, após o governo dos Estados Unidos classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As informações são da Gazeta do Povo.
Wagner explicou que a empresa já possui cláusulas contratuais sobre direitos humanos, corrupção e sanções comerciais que permitem rescindir contratos. Agora, a área jurídica da Petrobras trabalha para criar proteções específicas contra facções criminosas, especialmente porque a companhia realiza muitas transações com o exterior.
O dirigente reconheceu, porém, que a Petrobras enfrenta limitações por não ser um órgão investigativo. A estatal não pode fazer quebra de sigilo ou interceptações telefônicas, o que dificulta a identificação de vínculos criminosos. Mesmo assim, a empresa afirma que já realiza análises ao máximo de suas capacidades.
A medida também responde à sanção da lei antifacção no Brasil. Wagner afirmou que as novas cláusulas contratuais devem garantir que a Petrobras faça negócios apenas com empresas e pessoas jurídicas que tenham integridade como prioridade.
A decisão do governo Trump de classificar PCC e CV como organizações terroristas gerou reações opostas no Brasil. Parlamentares de oposição elogiaram a medida, enquanto o governo federal criticou a iniciativa, alegando riscos de que sirva de base para intervenção estrangeira no país.
