Economia

Petrobras descobre petróleo a 175 km da costa do Amapá em águas profundas

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras descobriu petróleo no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas profundas na Margem Equatorial. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17). A estatal ainda precisa concluir a perfuração e realizar estudos para estimar o volume encontrado e avaliar se a exploração comercial é viável.

As informações são da Agência Brasil.

A perfuração já alcançou cerca de 3 mil metros de profundidade em lâmina d’água e outros 3 mil metros em rocha. Ainda faltam aproximadamente 1 mil metros até o fundo do poço, informou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. A previsão é de que a perfuração seja concluída em 15 a 20 dias.

O poço está localizado no bloco BM-FZA-59, a aproximadamente 500 quilômetros da Foz do Amazonas. A lâmina d’água no local é de 2.886 metros.

Ainda não é possível estimar o volume de petróleo encontrado ou o potencial de produção da área. Após a conclusão da perfuração, serão necessários estudos para avaliar o volume, as características do reservatório e a viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção.

Desde agosto do ano passado, quando teve início a atual campanha exploratória na região, a Petrobras já investiu US$ 3 bilhões. As operações de exploração têm custo de cerca de US$ 1 milhão por dia.

A Petrobras é operadora do bloco BM-FZA-59 e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.

A estatal pretende dar continuidade às atividades na região e tem outros poços previstos no programa exploratório. A Petrobras também protocolou no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) pedidos de licenciamento para novas perfurações na Margem Equatorial.

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