A Petrobras e a Marinha do Brasil assinaram nesta quinta-feira (20) um protocolo de intenções para ampliar a cooperação em áreas estratégicas ligadas ao mar. O acordo foi firmado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, no Rio de Janeiro. As informações são da Gazeta do Povo.
O documento prevê ações conjuntas em segurança marítima, logística offshore, emergências, pesquisa, tecnologia e apoio às atividades na Margem Equatorial. A Margem Equatorial é uma região que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira para exploração de petróleo e gás natural. Também estão incluídas no acordo cooperações em energias alternativas, busca e salvamento, capacitação de profissionais e descomissionamento de unidades offshore, que é o processo de desativação de plataformas de petróleo.
A iniciativa busca aumentar a capacidade do Brasil de conhecer, proteger e desenvolver de forma responsável os recursos estratégicos existentes no mar. Segundo as instituições, a cooperação já apresenta resultados concretos em pesquisa aplicada, conhecimento oceanográfico, segurança marítima e operações offshore.
Um dos principais exemplos da parceria é o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), que reúne esforços técnicos para ampliar o conhecimento sobre os limites e recursos do território marítimo nacional. Em 2025, a cooperação contribuiu para ampliar em aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados os limites da Plataforma Continental brasileira somente na Margem Equatorial.
A ampliação é considerada relevante para a soberania nacional, a segurança jurídica e o uso sustentável dos recursos existentes no leito e no subsolo marinho. A Margem Equatorial ganhou importância pelas características geológicas semelhantes às encontradas em áreas de países vizinhos, como Guiana e Suriname, onde foram registradas grandes descobertas comerciais de petróleo.
Para a Petrobras, a exploração dessa nova fronteira está relacionada à necessidade de evitar uma redução da produção nacional de energia nas próximas décadas, diante do declínio esperado da produção dos campos do pré-sal. Na última semana, a estatal anunciou a descoberta de petróleo na região da foz do Rio Amazonas, próximo à costa do Amapá, e que agora aprofundará a pesquisa para apurar a quantidade e qualidade do óleo disponível para exploração.
