Economia

Petrobras e Marinha assinam acordo para ampliar cooperação no mar

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras e a Marinha do Brasil assinaram nesta quinta-feira (20) um protocolo de intenções para ampliar a cooperação em áreas estratégicas ligadas ao mar. O acordo foi firmado pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e pelo comandante da Marinha, almirante de esquadra Marcos Sampaio Olsen, no Rio de Janeiro. As informações são da Gazeta do Povo.

O documento prevê ações conjuntas em segurança marítima, logística offshore, emergências, pesquisa, tecnologia e apoio às atividades na Margem Equatorial. A Margem Equatorial é uma região que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada uma nova fronteira para exploração de petróleo e gás natural. Também estão incluídas no acordo cooperações em energias alternativas, busca e salvamento, capacitação de profissionais e descomissionamento de unidades offshore, que é o processo de desativação de plataformas de petróleo.

A iniciativa busca aumentar a capacidade do Brasil de conhecer, proteger e desenvolver de forma responsável os recursos estratégicos existentes no mar. Segundo as instituições, a cooperação já apresenta resultados concretos em pesquisa aplicada, conhecimento oceanográfico, segurança marítima e operações offshore.

Um dos principais exemplos da parceria é o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira (LEPLAC), que reúne esforços técnicos para ampliar o conhecimento sobre os limites e recursos do território marítimo nacional. Em 2025, a cooperação contribuiu para ampliar em aproximadamente 360 mil quilômetros quadrados os limites da Plataforma Continental brasileira somente na Margem Equatorial.

A ampliação é considerada relevante para a soberania nacional, a segurança jurídica e o uso sustentável dos recursos existentes no leito e no subsolo marinho. A Margem Equatorial ganhou importância pelas características geológicas semelhantes às encontradas em áreas de países vizinhos, como Guiana e Suriname, onde foram registradas grandes descobertas comerciais de petróleo.

Para a Petrobras, a exploração dessa nova fronteira está relacionada à necessidade de evitar uma redução da produção nacional de energia nas próximas décadas, diante do declínio esperado da produção dos campos do pré-sal. Na última semana, a estatal anunciou a descoberta de petróleo na região da foz do Rio Amazonas, próximo à costa do Amapá, e que agora aprofundará a pesquisa para apurar a quantidade e qualidade do óleo disponível para exploração.

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