Economia

Petrobras dispara 4% e puxa Ibovespa ao maior nível em quatro meses

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A bolsa brasileira fechou em alta de 1,3% nesta terça-feira (1º), aos 179.722,48 pontos, no maior nível desde 12 de maio. O dólar caiu 0,54% e encerrou o dia a R$ 5,153. A valorização foi puxada pela disparada do petróleo no mercado internacional, que beneficiou diretamente as ações da Petrobras.

As informações são da Agência Brasil.

Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 4,11%, enquanto as ações ordinárias avançaram 4,14%. A estatal foi o principal destaque do Ibovespa, acompanhando a alta de 5,2% do petróleo WTI e de 4,6% do Brent, que fechou a US$ 94,65 por barril.

A escalada dos conflitos entre Estados Unidos e Irã aumentou as preocupações sobre a oferta global de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz. O movimento favoreceu os ativos brasileiros ligados à commodity.

A Petrobras também anunciou aumento de 13,9% no preço médio de venda do querosene de aviação. Além disso, a produção brasileira de petróleo atingiu recorde de 4,5 milhões de barris por dia em julho, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, desacelerando em relação à expansão de 1,1% nos três meses anteriores. O resultado reforçou a expectativa de que o Banco Central (BC) pode voltar a reduzir a Taxa Selic, atualmente em 14% ao ano.

Com a queda do dólar, a moeda americana passou a acumular baixa de 6,12% no ano. O mercado acionário brasileiro registrou saída líquida de R$ 130 milhões em capital estrangeiro na última sessão de agosto.

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