A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas de 2.886 metros. A operação, que já consumiu cerca de US$ 300 milhões, foi recebida com otimismo pelo governo federal, mas o tamanho exato da reserva ainda é desconhecido. As informações são da Gazeta do Povo.

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O presidente Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, descreveram o óleo como de alta qualidade, provavelmente leve e de alto valor comercial. A perfuração do poço deve ser concluída em 15 a 20 dias, mas a empresa ainda precisa perfurar mais mil metros e realizar a delimitação da área para saber o volume exato de óleo recuperável.

O bloco FZA-M-59, onde está o poço Morpho, fica a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a mais de 160 quilômetros da costa. A Petrobras detém 100% de participação na área, adquirida em 2013. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estima que toda a Margem Equatorial tenha mais de 30 bilhões de barris de petróleo.

A estatal aguarda licenças do Ibama para perfurar mais três poços na mesma área e outros cinco em blocos adjacentes. Magda afirmou que esse esforço exploratório é necessário para definir o real potencial da região. O plano estratégico da companhia prevê investimento de US$ 7,1 bilhões na exploração de petróleo em todo o país entre 2026 e 2030, com 15 poços na Margem Equatorial.

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A presidente da Petrobras declarou que o Amapá poderá produzir petróleo em águas profundas nos próximos seis ou sete anos, após a identificação da magnitude da reserva. Sem a certeza da quantidade, ainda não é possível saber se a exploração será economicamente viável.

O Ibama autorizou a exploração após a Petrobras apresentar planos de proteção ambiental. A empresa utiliza tecnologias de última geração, incluindo o BOP (equipamento que funciona como válvula de segurança para impedir vazamentos), monitoramento 24 horas e planos de contingência com embarcações especializadas.

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A Margem Equatorial, que abrange as bacias acima dos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, é vista como alternativa para garantir a reposição de reservas após o pico de produção do pré-sal, previsto para 2034-2035.

Em maio de 2023, o Ibama havia negado a licença para exploração na região, gerando impasse no governo. Enquanto Lula e o ministro Alexandre Silveira defendiam a exploração, a então ministra Marina Silva e o presidente do Ibama questionavam os riscos ambientais. A licença foi concedida em outubro de 2025, após aprovação dos planos de proteção da fauna e simulação de vazamento.