Economia

Petrobras descobre petróleo no Amapá e aguarda licenças

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas de 2.886 metros. A operação, que já consumiu cerca de US$ 300 milhões, foi recebida com otimismo pelo governo federal, mas o tamanho exato da reserva ainda é desconhecido. As informações são da Gazeta do Povo.

O presidente Lula e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, descreveram o óleo como de alta qualidade, provavelmente leve e de alto valor comercial. A perfuração do poço deve ser concluída em 15 a 20 dias, mas a empresa ainda precisa perfurar mais mil metros e realizar a delimitação da área para saber o volume exato de óleo recuperável.

O bloco FZA-M-59, onde está o poço Morpho, fica a mais de 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas e a mais de 160 quilômetros da costa. A Petrobras detém 100% de participação na área, adquirida em 2013. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) estima que toda a Margem Equatorial tenha mais de 30 bilhões de barris de petróleo.

A estatal aguarda licenças do Ibama para perfurar mais três poços na mesma área e outros cinco em blocos adjacentes. Magda afirmou que esse esforço exploratório é necessário para definir o real potencial da região. O plano estratégico da companhia prevê investimento de US$ 7,1 bilhões na exploração de petróleo em todo o país entre 2026 e 2030, com 15 poços na Margem Equatorial.

A presidente da Petrobras declarou que o Amapá poderá produzir petróleo em águas profundas nos próximos seis ou sete anos, após a identificação da magnitude da reserva. Sem a certeza da quantidade, ainda não é possível saber se a exploração será economicamente viável.

O Ibama autorizou a exploração após a Petrobras apresentar planos de proteção ambiental. A empresa utiliza tecnologias de última geração, incluindo o BOP (equipamento que funciona como válvula de segurança para impedir vazamentos), monitoramento 24 horas e planos de contingência com embarcações especializadas.

A Margem Equatorial, que abrange as bacias acima dos estados do Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte, é vista como alternativa para garantir a reposição de reservas após o pico de produção do pré-sal, previsto para 2034-2035.

Em maio de 2023, o Ibama havia negado a licença para exploração na região, gerando impasse no governo. Enquanto Lula e o ministro Alexandre Silveira defendiam a exploração, a então ministra Marina Silva e o presidente do Ibama questionavam os riscos ambientais. A licença foi concedida em outubro de 2025, após aprovação dos planos de proteção da fauna e simulação de vazamento.

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