A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) a descoberta de mais uma área de exploração de petróleo no poço Morpho, localizado na foz do Amazonas, na costa do Amapá. O ponto fica a cerca de 175 quilômetros da cidade de Oiapoque, em águas ultraprofundas da Margem Equatorial. A presença do óleo foi confirmada após a empresa aprofundar a perfuração do poço, onde já havia encontrado petróleo em agosto. As informações são da Gazeta do Povo.
A nova ocorrência foi identificada por meio de análises de rochas e amostras de fluidos coletadas durante a operação. A presidente da Petrobras, Margda Chambriard, concederá entrevista coletiva à tarde para explicar a descoberta. A companhia informou que o achado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá dados adicionais para avaliar os sistemas petrolíferos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.
O anúncio não significa que uma nova reserva esteja pronta para ser explorada. A Petrobras ainda precisa concluir estudos para calcular quanto petróleo existe no local e verificar se a produção comercial é tecnicamente e economicamente viável.
Região pode ter 5,7 bilhões de barris recuperáveis
Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Foz do Amazonas pode ter 5,7 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, ou seja, que poderiam ser efetivamente extraídos. Se essa estimativa for confirmada, o volume representaria um aumento de 33% nas reservas comprovadas de petróleo do Brasil e de até 55% da Petrobras.
Para toda a Margem Equatorial, formada por cinco bacias, a EPE estima um potencial de 41 bilhões de barris. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) trabalha com uma estimativa de 30 bilhões de barris para a região. Considerando até 6 bilhões de barris recuperáveis, petróleo Brent a US$ 70 e dólar a R$ 5,40, a FGV-IBRE estima um valor bruto de aproximadamente R$ 3,8 trilhões.
Exploração busca compensar redução do pré-sal
A Petrobras busca novas reservas para compensar, no futuro, a redução da produção do pré-sal, cujo pico é estimado entre 2034 e 2035. A atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia para recomposição das reservas de petróleo e gás.
A exploração da região depende também do licenciamento ambiental. No bloco FZA-M-59, a licença concedida em outubro de 2025 autorizou a perfuração do Morpho, enquanto outros três poços previstos ainda dependem da análise do Ibama.
