Economia

Petrobras descobre nova área de petróleo na foz do Amazonas

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) a descoberta de mais uma área de exploração de petróleo no poço Morpho, localizado na foz do Amazonas, na costa do Amapá. O ponto fica a cerca de 175 quilômetros da cidade de Oiapoque, em águas ultraprofundas da Margem Equatorial. A presença do óleo foi confirmada após a empresa aprofundar a perfuração do poço, onde já havia encontrado petróleo em agosto. As informações são da Gazeta do Povo.

A nova ocorrência foi identificada por meio de análises de rochas e amostras de fluidos coletadas durante a operação. A presidente da Petrobras, Margda Chambriard, concederá entrevista coletiva à tarde para explicar a descoberta. A companhia informou que o achado amplia o conhecimento sobre o potencial exploratório da área e fornecerá dados adicionais para avaliar os sistemas petrolíferos da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.

O anúncio não significa que uma nova reserva esteja pronta para ser explorada. A Petrobras ainda precisa concluir estudos para calcular quanto petróleo existe no local e verificar se a produção comercial é tecnicamente e economicamente viável.

Região pode ter 5,7 bilhões de barris recuperáveis

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Foz do Amazonas pode ter 5,7 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, ou seja, que poderiam ser efetivamente extraídos. Se essa estimativa for confirmada, o volume representaria um aumento de 33% nas reservas comprovadas de petróleo do Brasil e de até 55% da Petrobras.

Para toda a Margem Equatorial, formada por cinco bacias, a EPE estima um potencial de 41 bilhões de barris. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) trabalha com uma estimativa de 30 bilhões de barris para a região. Considerando até 6 bilhões de barris recuperáveis, petróleo Brent a US$ 70 e dólar a R$ 5,40, a FGV-IBRE estima um valor bruto de aproximadamente R$ 3,8 trilhões.

Exploração busca compensar redução do pré-sal

A Petrobras busca novas reservas para compensar, no futuro, a redução da produção do pré-sal, cujo pico é estimado entre 2034 e 2035. A atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia para recomposição das reservas de petróleo e gás.

A exploração da região depende também do licenciamento ambiental. No bloco FZA-M-59, a licença concedida em outubro de 2025 autorizou a perfuração do Morpho, enquanto outros três poços previstos ainda dependem da análise do Ibama.

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