Economia

Petrobras confirma descoberta de petróleo no Amapá

Imagem mostra a fachada da uma unidade da Petrobras, com letras em verde coladas em uma parede de pedra. Há um detalhe em amarelo em cima do "BR".
Sede da Petrobras, empresa que lidera a inovação tecnológica no Brasil e é referência mundial na exploração de petróleo em águas ultraprofundas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

A Petrobras confirmou a descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial brasileira. A exploração ocorreu em águas ultraprofundas a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. O achado é visto pelo governo federal e pela estatal como um marco estratégico para garantir a segurança energética do Brasil nas próximas décadas após o declínio do pré-sal. As informações são da Gazeta do Povo.

O petróleo foi encontrado em uma profundidade de água de quase 3 mil metros. Segundo as primeiras avaliações da Petrobras e do governo federal, o óleo é de alta qualidade, com características de um petróleo leve. Esse tipo de óleo tem maior valor comercial no mercado internacional porque é mais fácil de ser refinado para produzir combustíveis como gasolina e diesel. O local fica a mais de 500 quilômetros de distância da foz do Rio Amazonas.

A perfuração do poço Morpho já custou aproximadamente 300 milhões de dólares, com um gasto operacional diário de 1 milhão de dólares. Agora, a Petrobras planeja perfurar mais mil metros para completar a análise técnica e realizar a delimitação da área, o que deve levar entre 15 e 20 dias. Esse processo é essencial para descobrir o volume exato de óleo que pode ser recuperado.

A estatal aguarda novas licenças do Ibama para perfurar outros oito poços na região. Esse esforço é o que definirá se a exploração comercial nessas águas ultraprofundas será financeiramente vantajosa. Para conseguir a licença do Ibama, a Petrobras apresentou planos de proteção à fauna e flora locais.

A operação utiliza o BOP, um conjunto de válvulas de segurança instalado no fundo do mar que bloqueia o poço imediatamente em caso de vazamento por pressão. A estratégia também inclui monitoramento 24 horas por dia, tanto no local quanto remotamente na sede da empresa, além de embarcações de prontidão para conter eventuais manchas de óleo.

A Margem Equatorial deve garantir a reposição das reservas brasileiras quando a produção do pré-sal atingir seu pico, previsto para ocorrer entre 2034 e 2035. Estimativas da agência reguladora indicam que toda a região pode esconder mais de 30 bilhões de barris de petróleo. Se os volumes forem confirmados, o estado do Amapá poderá iniciar a produção comercial em cerca de seis ou sete anos.

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