A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, admitiu que a estatal não estava preparada para a escalada do preço do petróleo, que chegou a US$ 116,93 por barril neste sábado (24). A expectativa era de queda nas cotações após alta em meados do ano e de que a guerra entre Estados Unidos e Irã durasse pouco. A companhia já começou a discutir como reagir, mas ainda não definiu medidas. As informações são da Gazeta do Povo.

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Magda Chambriard afirmou em entrevista ao jornal O Globo que ninguém imaginava que o barril chegaria a US$ 116 no final de outubro. Quando o preço atingiu US$ 120 em meados do ano, todas as expectativas eram de queda.

Petrobras quer evitar erros do passado

A presidente defendeu que a estatal evite repetir erros da política de preços de 2018 e 2019, quando acompanhava de perto as cotações internacionais. Segundo ela, a estratégia provocou perda de mercado e de receitas para a companhia. A executiva sinalizou que a Petrobras considera os efeitos comerciais de uma eventual mudança nos preços dos combustíveis.

Magda Chambriard atribuiu parte da disparada dos preços aos impactos da guerra sobre a infraestrutura mundial de refino e o transporte de combustíveis. Ela destacou o aumento do custo do transporte marítimo, provocado por restrições nas rotas de navegação e pela necessidade de trajetos mais longos.

Estatal busca ampliar produção e mercados

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Diante do cenário, a presidente defendeu ampliar a produção nacional de petróleo e buscar novos compradores internacionais. Como exemplo, citou a primeira venda de petróleo bruto da Petrobras ao Japão, mercado com o qual a estatal ainda não havia concretizado negócios.