São Paulo (ABr) – A Petrobras abre hoje as inscrições para concurso público em 2006. Os candidatos interessados terão uma semana (até 3 de abril) para inscrever-se por meio do ?site? da Cesgranrio ou nas agências dos Correios apontadas no edital. As regras para o concurso estão disponíveis no ?site? da estatal (www.petrobras.com.br). A taxa de inscrição custa R$ 28 para cargos de nível médio e R$ 42 para os de nível superior.

Os candidatos aprovados no concurso de 2004 poderão ser chamados até maio deste ano. Os do concurso de 2005 já estão sendo convocados pela empresa. A Petrobras, no entanto, ainda não definiu uma data para convocar os candidatos selecionados no concurso deste ano. A empresa informou que terão prioridade aqueles que tiverem feito o processo seletivo mais antigo.

Ao todo, serão oferecidas 1.178 vagas. Apenas neste ano serão chamados 3.800 aprovados deste concurso e de seleções feitas desde 2004. Os candidatos que não forem chamados terão seus nomes guardados no banco de reservas da empresa e poderão ser convocados em outras oportunidades.

Os salários variam de R$ 913 a R$ 2,084 mil, para nível médio, e de R$ 3,034 mil a R$ 3,605 mil para nível superior. A empresa vai disponibilizar as vagas em 50 cidades de 17 estados. As provas serão realizadas no dia 7 de maio.

Fundo de pensão

A Petrobras apresentará esta semana aos representantes dos empregados a proposta de como deve ser coberto o déficit bilionário da fundação de previdência da estatal, a Petros. A informação foi dada pelo presidente da Petros, Wagner Pinheiro. ?O conselho de administração da Petrobras já aprovou que a empresa apresente a proposta dela para a solução do déficit. Só falta a representação dos trabalhadores aceitar?, disse Pinheiro.

Um dos pontos a resolver é qual a proporção do déficit que será coberta pela empresa e qual caberá aos participantes pagar. Não está descartado que a Petrobras, que é controlada pelo governo federal e influi nas contas públicas, arque com toda a diferença. ?Este é um ponto em discussão – se vai haver apoio integral da empresa ou não?, disse Pinheiro.

Ele afirmou que o fundo teve superávit de R$ 840 milhões no ano passado, quando se considera apenas os números de entrada e saída de 2005, sem incluir a projeção das contas a pagar nos anos seguintes. Contando com as projeções, o resultado do ano passado fez o déficit cair de R$ 5,3 bilhões para em torno de R$ 4,5 bilhões, pelas contas da Petros. Pinheiro admite que o déficit é maior nas contas da Petrobras, onde também foi reduzido, mas de um nível anterior mais alto: da ordem de R$ 8,3 bilhões. ?A forma de contabilizar é diferente?, disse.

As negociações entre empresa e funcionários pretendem solucionar os problemas dos planos de previdência antigos e abrir um plano novo para os funcionários que entraram a partir de 2002. Para o diretor-financeiro da Petros, Ricardo Malavazi, os problemas dos fundos de pensão estão na forma como, no passado, foram calculados os compromissos futuros. As estimativas feitas se mostraram otimistas demais.