Os sucessivos recordes de geração de emprego e da massa salarial fizeram com que as contas da Previdência Social apresentassem melhora no ano passado em relação a 2009. Em termos nominais, o déficit da Previdência fechou o ano em R$ 42,890 bilhões ante R$ 42,867 bilhões de 2009, ou seja, praticamente estável.

Em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), no entanto, segundo números divulgados hoje pelo Ministério da Previdência Social, o rombo da Previdência chega até a cair. Em 2010, o déficit previdenciário foi de R$ 44,353 bilhões, o que representa uma queda real de 4,5% na comparação com o ano anterior, quando o resultado negativo foi de R$ 46,434 bilhões.

“Em termos nominais, tivemos praticamente o mesmo número (déficit)”, afirmou o novo secretário da Previdência Social, Leonardo Rolim, ressaltando que, em números corrigidos pelo INPC, houve uma queda. “Nossa expectativa para 2011 é de que (o déficit) caia de novo”, afirmou Rolim.

Segundo ele, a arrecadação teve um crescimento real de 10,7% no passado, a maior expansão desde 2001. No caso das despesas, o avanço real foi de 7,8%, o melhor desde 2006. Para 2011, o novo secretário evitou fazer projeções quanto ao resultado da Previdência. De acordo com ele, isso só será possível quando o governo tiver o número fechado do salário mínimo. Desde janeiro, está em vigor o valor de R$ 540. Se for dada apenas a inflação, o mínimo sobe para R$ 545. As centrais sindicais querem um mínimo de R$ 580. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a estimativa do governo para o déficit da Previdência Social em 2011 era de R$ 41,6 bilhões. Mas ao mexer no salário mínimo, esse número é influenciado negativamente.