O número de brasileiros que pediram bloqueio do próprio CPF para não conseguir apostar em bets cresceu quase sete vezes durante as duas primeiras semanas da Copa do Mundo. Entre 15 e 28 de junho, a média diária de solicitações saltou para 17.866, contra 2.594 pedidos por dia registrados na primeira quinzena de maio.
As informações são da Agência Brasil.
Os dados são da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. A ferramenta de autoexclusão foi lançada pelo governo federal em dezembro de 2025 e permite que o cidadão cadastre seu CPF para ter o uso bloqueado em todos os sites legalizados de apostas simultaneamente.
Desde o lançamento da plataforma, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço. Depois de processados, os pedidos impedem que as pessoas usem os próprios CPFs para apostar nas bets autorizadas a funcionar no país.
Os motivos alegados por quem fez as solicitações também mudaram. Em maio, a maior parte dos pedidos era por perda de controle sobre o jogo, com 43% do total. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo, apontado por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%.
Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e escolher bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período entre um e 12 meses. Além da plataforma, o Sistema Único de Saúde oferece teleatendimento gratuito voltado ao tratamento da compulsão por aposta.
