Pedágio torna produção agrícola 8,2% mais cara, aponta a Ocepar

O custo do pedágio entre Foz do Iguaçu e o Porto de Paranaguá torna o milho 8,28% mais caro. Para o calcário, o pedágio representa 40,60% do valor quando transportado de Almirante Tamandaré a Cascavel. Estes valores foram apresentados pelo superintendente da Ocepar (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), Nelson Costa, na reunião da Comissão Especial de Investigação (CEI) do Pedágio nesta quarta-feira (26), na Assembléia Legislativa.

?O setor agropecuário é o mais penalizado pelo pedágio, pois o valor específico dos produtos é baixo, comparativamente com o setor industrial. Em conseqüência, o custo do pedágio representa um alto percentual do valor do produto. A redução do uso do calcário por parte dos produtores deixou as indústrias da Região Metropolitana de Curitiba em situação difícil e algumas estão paralisando suas atividades?, ressaltou Nelson Costa.

O superintendente afirmou que em cinco percursos analisados, de Maringá, Cascavel, Campo Mourão, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu até Paranaguá, o pedágio tem um impacto no frete de 18% a 23,15%, dependendo da cultura e da região de origem da produção. ?É mais um dos componentes do custo Brasil, causando perda de competitividade da soja e do milho brasileiro frente aos concorrentes em termos de mercado mundial como a Argentina e os EUA?, analisou.

Segundo os estudos feitos pela Ocepar, o impacto do pedágio varia de 1,34% a 7%, dependendo da cultura e da região onde é produzida. Quando se trata dos preços recebidos pelos produtos agrícolas, esse impacto vai de 1,13% a 5,79%, também dependendo da região de origem da produção.

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