Os estrangeiros diminuíram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em dezembro. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 14,44% em novembro para 14,33% no mês passado, somando R$ 427,83 bilhões, segundo os dados divulgados na manhã desta quarta-feira, 25, pelo Tesouro Nacional. Em novembro, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em

R$ 427,65 bilhões.

Os fundos de previdência continuaram a ser os maiores detentores de títulos da DPMFi, passando de 24,53% em novembro para 25,05% em dezembro, com um estoque de R$ 748,13 bilhões.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve queda de 23,60% em novembro para 23,06% em dezembro. Os Fundos de Investimentos aumentaram a fatia de 21,69% para 22,09%. Já as seguradoras tiveram redução na participação de 4,94% para 4,57%.

Parcela Prefixada na DPF

A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) caiu de 35,95% em novembro para 35,73% em dezembro. Os papéis atrelados à Selic, por sua vez, aumentaram a fatia, de 27,81% para 28,24%.

Os títulos remunerados pela inflação permaneceram em 31,83% do estoque da DPF em dezembro, mesmo patamar que em novembro. Os papéis cambiais reduziram a participação na DPF de 4,40% em novembro para 4,20% em dezembro.

Todos os papéis encerraram 2016 dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF). O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2016 era de 33% a 37%, enquanto os papéis remunerados pela Selic deviam ficar entre 27% a 31%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta era de 29% a 33% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

O estoque da dívida pública federal subiu 0,66% em dezembro e fechou 2016 em R$ 3,112 trilhões. Em novembro, o estoque estava em R$ 3,092 trilhões.

O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2016 previa que a DPF encerrasse ano entre

R$ 3,100 trilhões e R$ 3,300 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 24,27 bilhões em dezembro, enquanto as resgates líquidos somaram R$ 4,00 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 0,84% em dezembro e fechou o ano passado em R$ 2,986 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 3,60% menor, somando R$ 126,52 bilhões.

Resgate

O Tesouro Nacional emitiu R$ 38,8 bilhões em títulos da dívida pública federal (DPF) em dezembro do ano passado, segundo o relatório mensal da dívida. Já os resgates somaram R$ 42,8 bilhões. Com isso, houve um resgate líquido de R$ 4 bilhões no mês passado.

A maior parte das emissões foi da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi), com R$ 37,81 bilhões. Ao todo, 61,77% dessas emissões, ou R$ 23,36 bilhões, foram de títulos de remuneração prefixada, papel que traz menos risco para a administração da dívida pública.

Dentro desse valor, houve ainda R$ 2,5 bilhões em emissões diretas, voltados principalmente para o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

O governo ainda emitiu R$ 95 bilhões em títulos para o Banco Central, destinados ao pagamento parcial do resultado financeiro das operações com reservas e derivativos cambiais referente ao primeiro semestre de 2016, com base na Lei nº 11.803, de 5 de novembro de 2008.

“Os títulos relacionados a esta operação foram emitidos para a carteira mantida pelo Banco Central para fins de condução da política monetária, não impactando no estoque da DPF apresentado no presente relatório, que espelha os valores referentes à carteira Mercado”, destacou o Tesouro Nacional.