Arquivo/O Estado
Vendas de móveis e eletrônicos tiveram o melhor desempenho no PR: alta de 16,2%.

O Paraná teve o segundo pior desempenho nas vendas no comércio varejista em janeiro. Com 4,3%, o índice do Estado também ficou abaixo da média nacional de 8,3%. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgada nesta terça-feira (15).

Apenas o Amapá, com 1,2%, registrou um índice menor que o Paraná. O Estado vem apresentando uma redução nas vendas desde novembro de 2010. Naquele mês, o índice ficou em 7%, caiu para 5,1% em dezembro, e agora chegou a 4,3%. No acumulado de 12 meses a alta foi de 8,7%, a quarta menor entre todos os estados.

Por atividades, nem o bom desempenho nas vendas de Móveis e eletrônicos (16,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16%) e Artigos de uso pessoal e domésticos (10,9%) conseguiu elevar o índice do Paraná. As quedas nas vendas de Livros, jornais, revistas e papelarias (-11,2%), Tecidos, vestuário e calçados (-1,6%), e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,1%) pressionam o índice para baixo. Já os setores de Combustíveis e lubrificantes (2,4%) e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (0,4%), tiveram uma leve alta.

País

As vendas do comércio varejista nacional em janeiro subiram 8,3% no mês de janeiro, e 1,2% na comparação com dezembro do ano passado. O resultado em relação ao último mês de 2010 veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam resultado entre estabilidade e alta de 2,20%. A mediana das previsões estava em 0,95%.

Na comparação com janeiro do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 8,3% em janeiro deste ano. Neste caso, as projeções variavam de 5,9% a 10,4%, com mediana de 8%. Nos 12 meses encerrados em janeiro, as vendas do varejo acumulam alta de 10,7%.

Todas as vinte e sete Unidades da Federação apresentaram resultados positivos na comparação janeiro de 2010. Os destaques foram para as variações de Tocantins (61,5%), Roraima (27,3%), Rondônia (26,0%), Acre (20,3%) e Paraíba (19,4%). Quanto à participação na composição da taxa do Comércio Varejista, sobressaíram, pela ordem, São Paulo (6,9%), Rio de Janeiro (9,7%), Minas Gerais (12,7%), Rio Grande do Sul (8,8%) e Bahia (7,7%).

Atividades

Na série com ajuste sazonal, seis das 10 atividades obtiveram variações positivas em volume de vendas: Móveis e eletrodomésticos (2,7%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%); Material de construção (1,1%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,5%); Tecidos, vestuário e calçados (0,5%); Combustíveis e lubrificantes (0,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-5,1%) e Veículos e motos, partes e peças (-7,1%).

Já na comparação com janeiro de 2010, todas as atividades cresceram. Os resultados, por ordem de importância no resultado global, foram: Móveis e eletrodomésticos (19,1%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,7%); Tecidos, vestuário e calçados (9,8%); Combustíveis e lubrificantes (6,3%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,9%); Livros, jornais, revistas e papelaria (12,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (7,4%).

Veja as taxas mensais do volume de vendas em janeiro de 2011:

Tocantins – 61,5%

Roraima – 27,3%

Rondônia – 26,0%

Acre – 20,3%

Paraíba – 19,4%

Minas Gerais – 12,7%

Ceará – 12,2%

Goiás – 11,5%

Amazonas – 10,9%

Rio Grande do Norte – 10,3%

Rio de Janeiro – 9,7%

Pará – 9,5%

Maranhão – 9,2%

Rio Grande do Sul – 8,8%

Brasil – 8,3%

Distrito Federal – 8,2%

Bahia – 7,7%

Pernambuco – 7,5%

Mato Grosso – 7,2%

Espírito Santo – 7%

São Paulo – 6,9%

Alagoas – 6,6%

Santa Catarina – 6,1%

Sergipe – 5,6%

Mato Grosso do Sul – 5,3%

Piauí – 4,9%

Paraná – 4,3%

Amapá – 1,2%

Fonte: IBGE