O Paraná é o segundo estado que mais registrou pedidos de portabilidade numérica desde o início do processo, em setembro. A portabilidade numérica é um recurso que possibilita aos usuários de telefonia fixa e móvel a manutenção do número do telefone no caso de mudança de operadora.

Segundo dados da Associação Brasileira de Recursos de Telecomunicações (ABR Telecom) – entidade que está administrando a portabilidade no Brasil – já foram efetuados 7.895 pedidos no Paraná, só contando a região de Londrina, com DDD 43, única com o recurso até agora. O restante do Paraná terá acesso ao serviço a partir do dia 11 de novembro deste ano, mas Curitiba e região, somente no ano que vem (veja quadro).

Já a quantidade de telefones portados, ou seja, aqueles que já conseguiram a portabilidade numérica, até o momento, deixa o Paraná em terceiro lugar: estão portados no estado 4.666 telefones.

A ABR Telecom informa, porém, que a portabilidade numérica só pode ser feita dentro do mesmo serviço – de telefonia fixa para fixa ou de telefonia móvel para móvel – e dentro do mesmo DDD.

O presidente da ABR Telecom, José Moreira, explica que a pessoa que desejar efetuar a portabilidade deve procurar a operadora para a qual vai mudar, e não aquela da qual já é cliente, tanto na telefonia fixa como na móvel.

“O usuário poderá agendar a data que a portabilidade será efetuada, sendo que a operadora tem até cinco dias para fazê-lo. Porém, o usuário também pode agendar uma data depois disso, caso precise, caso vá fazer uma viagem, por exemplo”, relatou.

Segundo Moreira, o agendamento é feito porque neste dia o usuário poderá ficar sem serviço telefônico por até duas horas. “O agendamento serve para a pessoa se programar, pois vai ficar sem telefone por duas horas”, disse. Moreira lembrou ainda que o que parece simples para o usuário não é nada fácil para as operadoras.

“Nesse prazo de cinco dias, as operadoras vão fazer uma série de procedimentos, como encaminhar o pedido à ABR, por exemplo”, completou. Além disso, há também um prazo para a pessoa desistir da portabilidade, que é de dois dias após o pedido.

De início, a portabilidade atinge apenas oito DDDs do total de 67 no Brasil. Desses oito, a maioria são de cidades do interior. Moreira explicou que por se tratar de um sistema complexo e recente, optou-se por iniciar pelas cidades menores, uma vez que se houver problemas, estes serão de dimensões menores.

“Felizmente não estamos tendo problemas, mas é importante iniciar do pequeno até chegar no grande. É um processo novo, que envolve muitas mudanças nos procedimentos das operadoras e uma base de dados totalmente nova na ABR, entre outras complexidades”, analisou.

Para Moreira, a portabilidade não vai prejudicar as operadoras. “Penso que estamos amadurecendo no setor de telefonia. Todas as vezes que o mercado é estimulado dessa forma as empresas acabam se aprimorando, principalmente nas estratégias de retenção dos usuários”, disse.

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