A declaração do Paraná como área livre da febre aftosa sem vacinação já é dada como certa por produtores, políticos e técnicos do setor agropecuário. Pelo menos esse foi o tom adotado ontem, durante um seminário sobre o assunto, organizado pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), em Curitiba.

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Uma das preocupações da instituição, no entanto, é com a continuidade das políticas de sanidade animal, um dos motivos pelos quais chamou, para o evento, três possíveis candidatos ao governo estadual nas eleições deste ano.

De acordo com o secretário nacional de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Inácio Kroetz, a situação, hoje, é “nitidamente favorável” para que o Paraná obtenha o status de área livre da aftosa sem vacinação. “O Paraná não tem mais nenhuma evidência do vírus”, declarou.

Kroetz, que está à frente dos trabalhos para a certificação do Estado, disse que as auditorias e as pesquisas necessárias ao processo já começaram. Segundo ele, depois da vacinação de maio, será feita uma avaliação que determinará se a etapa de novembro será ou não necessária. Caso o status mude, ele explica que a vacinação fica proibida, e que a estrutura de controle sanitário, principalmente nas fronteiras, deve ser fortalecida.

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O presidente da Faep, Ágide Meneguette, lembrou que a sanidade agropecuária é um problema do Estado, e não apenas do setor rural. “Toda a sociedade ganhará, em mais empregos e em mais investimentos que devem vir da indústria”, frisou, ao comentar os benefícios trazidos pelo possível novo status.

Aftosa

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Os três políticos convidados ao evento, todos apontados como possíveis candidatos ao governo do Estado, apoiaram a iniciativa paranaense de solicitar a alteração de status em relação à aftosa.

O prefeito de Curitiba, Beto Richa, afirmou que a manutenção da política atual, nesse tema, tem que ser compromisso de Estado, e disse que a conquista deve servir de estímulo para a erradicação de outras doenças.

Já o senador Osmar Dias lembrou que a situação atual é o ápice de um trabalho iniciado há cerca de 30 anos. Ele, que em 2006 época em que houve suspeita da existência de focos da aftosa no Paraná criticou a política de sanidade animal do atual governo, reconheceu o bom resultado que está sendo obtido agora. “Talvez [as críticas] tenham servido para se corrigir os rumos da política sanitária”, comentou.

O vice-governador Orlando Pessuti ressaltou as medidas feitas até agora, que culminaram no pedido do novo status ao governo federal, e afirmou ter convicção de que a nova categoria será conquistada.

Ele ressaltou a importância de entidades como o Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária no processo, e também dos produtores. “Sem eles não existe governo que garanta a sanidade animal”, disse.