O secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Américo Leite de Almeida, avaliou na tarde desta quinta-feira que “pode ser que a prudência recomende o adiamento” do leilão projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) que ligaria Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro e está previsto para setembro. O projeto demanda investimentos de cerca de R$ 35 bilhões, valor que, de acordo com Américo, equivale ao orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento para transportes em geral nos próximos três anos.

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“Discutir prioridades faz parte do cotidiano do governo. Ouvir as ruas, ouvir a sociedade. Em relação a um projeto tão importante, de custo alto e que envolve uma tecnologia que não conhecemos e não dominamos ainda, pode ser que a prudência recomende um adiamento”, afirmou o secretário. Ele ressaltou, no entanto, que o processo ainda está em discussão com a presidente.

Quanto aos projetos de concessão de rodovias e ferrovias, que devem ser realizados até o fim do ano, Américo disse que a expectativa é de que os leilões ocorram com interesse confirmado de entidades privadas. Segundo ele, a margem de lucro das concessões ainda está em debate no Ministério da Fazenda.

“Acredito que o governo vai ter todo o interesse em negociar com as entidades privadas de modo que consiga um valor atrativo e que compense o risco do investimento”, avaliou. Na quarta-feira, 07, o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, defendeu uma taxa de retorno mínima de 8%.

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