O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse ao jornal To Vima que seu país não tem condições de realizar eleições antecipadas e prometeu manter a implementação do novo programa de convergência de seu governo sem atrasos.

Em entrevista à publicação grega, Samaras se mostrou confiante de que sua coalizão pode se manter apenas com a participação do partido socialista, o Pasok, e reiterou sua convicção de que continuará como premiê até o fim de seu mandato de quatro anos. Na sexta-feira, o partido Esquerda Democrática anunciou sua saída da coalizão grega.

“Não quero eleições porque o país não poderia lidar com isso no momento. Fiz tudo que pude para evitá-las. Além disso, estamos aguardando sinais positivos do turismo, investimentos, energia e infraestrutura no curto prazo”, disse Samaras. “Não podemos pôr em risco tudo o que construímos todo esse tempo.”

Samaras também negou que a troica tenha ameaçado congelar futuros empréstimos à Grécia, mas admitiu que os credores internacionais do país estão preocupados. A troica é formada pela Comissão Europeia, pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Ele enfatizou ainda que as privatizações vão continuar como planejado e que a Grécia vai ver os primeiros sinais positivos de recuperação no final do ano. Perguntado se seu governo tem um “plano B” para o caso de a troica exigir medidas fiscais adicionais em setembro, Samaras previu que o país não deverá ter problemas.

“De modo geral, o programa de convergência está bem encaminhado, melhor do que o esperado. Superamos as metas. Há problemas colaterais, mas podemos lidar com eles”, disse o primeiro-ministro, evitando dizer qual seria sua posição caso novas medidas sejam necessárias.

Samaras deverá se reunir nesta segunda-feira com seu único parceiro de coalizão, Evangelos Venizelos, para discutir detalhes de seu novo acordo de programa. Fonte: Market News International.