A greve dos caminhoneiros terá reflexos em cadeia sobre o desempenho da atividade econômica no País, mas ainda não é possível antecipar quais serão os impactos, afirmou Rebeca Palis, coordenadora das Contas Nacionais Trimestrais no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Rebeca lembrou que apenas as pesquisas conjunturais referentes ao mês de maio começarão a mostrar os reflexos da crise. O IBGE divulgou nesta quarta-feira, 30, os dados do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro referentes ainda ao primeiro trimestre de 2018.

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“Estamos no último dia do mês de maio. Não temos nenhuma pesquisa conjuntural do IBGE. O mês de maio é o primeiro mês em que vai aparecer os efeitos da crise em todos os indicadores. Não temos como mensurar nada disso, mas obviamente vai ter um efeito”, confirmou Rebeca.

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Os reflexos devem aparecer em indicadores como inflação, pesquisa de vendas do comércio e volume de serviços prestados. Rebeca citou ainda o comércio de bens perecíveis e o transporte de carga, mas acredita em contaminação também nas importações e exportações.

“Óbvio que pega a economia toda, existe um efeito em cadeia aí, mas não é imediato”, frisou Rebecca. “Transporte e comércio provavelmente serão setores mais afetados”, completou.