O Brasil segue como o país com a maior desigualdade na distribuição de renda na América Latina e no Caribe, segundo um relatório do Bird (Banco Mundial). O estudo aponta que o Brasil tem um indicador 0,59, segundo o índice Gini – escala que vai de 0 a 1, na qual 1 é o pior indicador e representa a maior desigualdade.

O País está à frente da Guatemala (0,58) e da Colômbia (0,57). Os países da região com melhor distribuição são a Costa Rica e o Uruguai, com 0,46 e 0,44, respectivamente.

Segundo o estudo, “a América Latina sofre de uma enorme desigualdade. O país da região com a melhor distribuição de renda ainda permanece mais desigual do que qualquer outro da Europa Oriental”.

No Brasil, os 10% mais ricos recebem 47,2% da renda, e os 20% mais pobres, apenas 2,6%. Nos países da região, os 10% mais ricos ficam com um valor que vai de 40% a 47% da renda, e os 20% mais pobres, de 2% a 4%.

O órgão afirma ainda que “o alto nível de desigualdade tem custos consideráveis: aumenta os níveis de pobreza e diminui o impacto do desenvolvimento econômico destinado a reduzi-la”.

Michael Walton, assessor regional do Banco Mundial para pobreza e desenvolvimento humano e um dos autores do estudo, afirma que as desigualdades na distribuição de renda geram “níveis menores de coesão social e provocam conflitos e violência”.

Em outubro de 2003, o Bird já havia publicado um estudo semelhante. Na ocasião, o relatório apontou que, com exceção da África subsaariana, a América Latina era a região mais desigual em qualquer indicador. Já o Brasil foi chamado de o “mais desigual da região mais desigual”.