O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está convencido de que o aumento do preço da gasolina é inevitável. A decisão sobre quanto e quando isso ocorrerá, no entanto, ainda não estava tomada até o início da noite de segunda (28). Mas o presidente, em conversas com auxiliares, já reconheceu que, depois de 31 meses sem alterações no preço, ?é razoável? que haja reajuste dos combustíveis.

Nesta terça-feira (29) o presidente Lula deverá tratar do assunto com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que já ocupou a pasta de Minas e Energia, e com o ministro Edison Lobão, atual titular do ministério. Oficialmente, a agenda de Lula não registra a presença do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. No entanto, Gabrielli, que será condecorado pelo Ministério das Relações Exteriores, passará o dia em Brasília em ?stand by?, segundo assessores.

No Palácio do Planalto, assessores do presidente lembram que o último reajuste dos combustíveis ocorreu quando o barril do petróleo estava na casa dos US$ 30. Hoje, já se aproxima de US$ 120. ?Ninguém gosta de aumentar nada?, comentou um ministro, justificando, em seguida, que também não se pode manter o preço defasado como está agora. A principal preocupação é com o impacto que o aumento terá na inflação. Afinal, a demanda está aquecida e já fez o Banco Central (BC) elevar a taxa básica de juros na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

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