O Brasil atingiu um estágio de crescimento em que precisa gerar novas capacidades produtivas, tecnológicas e de mão de obra para manter uma trajetória saudável de expansão da sua economia. A opinião é do professor de economia da Universidade de Campinas (Unicamp) Claudio Salvadori Dedecca, que participou do debate “Crescimento Econômico e Distribuição de Renda no Brasil”, realizado hoje sede da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), na capital paulista.

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“O Brasil conseguiu transformar os últimos anos de crescimento da economia mundial em aumento da sua capacidade produtiva, tecnológica e humana. Isso permitiu o fortalecimento do mercado interno, reduzir o desemprego e a informalidade. Mas a continuação desse movimento é de outra natureza, porque precisamos gerar capacidades novas”, disse.

Para Dedecca, o Brasil precisa desenvolver novas políticas de estímulo à expansão econômica e social do País para que não veja um crescimento “de natureza medíocre” nos próximos anos. De acordo com ele, programas recentemente anunciados pelo governo federal, como o Plano Brasil Maior e o Brasil sem Miséria, sinalizam enfrentamento de problemas crônicos, entre eles má qualificação do trabalhador, baixo investimento em inovação e pobreza.

“No entanto é preciso uma maior articulação entre esses programas. Temos a política industrial separada da política agrícola e da política de inovação, por exemplo. É preciso uma maior sinergia desses vetores para mudar o crescimento econômico nacional”, explicou.

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