O dólar comercial fechou ontem em baixa de 0,65%, vendido a R$ 3,011, em um dia de pouca volatilidade, que pesou mais o otimismo dos investidores quanto a novas captações de empresas brasileiras no exterior e à aprovação das reformas tributária e da Previdência.

O banco Votorantim anunciou que pretende lançar até a próxima semana US$ 100 milhões em eurobônus, e novas captações são aguardadas pelo mercado. Depois da turbulência dos últimos dois dias, começa a se desenhar um piso informal para as cotações em torno de R$ 3 e, embora novas entradas de dólares conseguidos por companhias nacionais lá fora possam derrubar um pouco a moeda, a tendência é de pequena alta.

Por isso, foi grande o volume de negócios, principalmente no período da tarde. Empresas que têm compromissos a saldar em dólares fecharam contratos de câmbio tentando se antecipar a uma possível alta nos próximos dias.

??A moeda norte-americana pode subir mais à medida que se aproxime o próximo vencimento de dívida cambial do governo, no dia 12??, afirma Ivo Góes de Bessa, da corretora Levycam. Na segunda-feira, o banco Central anunciou que não vai mais renovar integralmente a dívida atrelada ao câmbio. Para ele, as cotações vão oscilar de R$ 3 a R$ 3,05 a partir de agora.

Ontem a tendência de queda da inflação foi confirmada pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que apontou que a taxa na cidade de São Paulo recuou de 0,30% na segunda quadrissemana de maio para 0,28%.

Os contratos de juros futuros na BM&F refletem a expectativa dos investidores de que a queda na taxa básica (Selic) vai ser lenta. Os de julho estão em 26,11%, com queda de 0,03%, os de outubro, em 25,17% (-0,31%) e os de janeiro, em 24,05% (-0,53%).

O risco-país teve alta de 0,75%, para 797 pontos, e o C-Bond, principal título da dívida externa do país, caiu 0,42%, sendo negociado a 89% do valor de face.