Os representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já estão reunidos em Viena nesta manhã em uma tentativa de fechar um acordo para limitar a produção da commodity e impulsionar os preços. Os mercados reagem com otimismo nesta manhã, com fortes altas nos contratos, embora não esteja garantido que haverá um acordo.

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Autoridades em geral deram declarações otimistas antes da reunião. O ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, foi um dos que se mostrou otimista, embora também tenha dito que, mesmo se não houver um acordo, o mercado acabará por se equilibrar. O ministro afirmou ainda que a iniciativa precisará envolver também países de fora da Opep. Se não houver acordo, a recuperação dos preços será mais lenta, disse al-Falih.

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Alguns países, como Irã, Iraque e Nigéria, pedem que não sejam obrigados a cortar a produção, o que dificulta o acordo. Além disso, a Arábia Saudita reluta em perder fatia de mercado. O ministro do Petróleo iraniano, Bijan Zanganeh, disse mais cedo que está otimista, mas que não pretende cortar a produção de seu país agora.

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A proposta discutida na Opep prevê um corte de mais de 1 milhão de barris por dia na produção do grupo, ou mais de 1% na oferta total do mundo. O ministro do Petróleo da Indonésia, Ignasius Jonan, disse ontem que ainda há questões a se resolver, o que não será fácil. Fonte: Dow Jones Newswires.