O Anuário 300 Maiores Empresas, que está em circulação, traz ampla reportagem que mostra que os setores mais dinâmicos da economia demonstram fôlego para superar as instabilidades momentâneas, apesar das dificuldades conjunturais pelas quais passaram neste primeiro semestre de 2005.

Elaborado com exclusividade pela Fundação Getúlio Vargas e publicado há 12 anos pela Editora Expressão, o ranking mostra o desempenho das 300 maiores companhias abertas ou limitadas que divulgaram balanços em 2004. O ranking traz 91 empresas sediadas ou originárias do Paraná.

Entre as empresas que são destaque – por vendas, aumento nas vendas ou rentabilidade – e que tiveram seus cases retratados na edição do Anuário 300 Maiores do Sul, estão dez paranaenses: Coamo, Copel, Klabin, Renault, Cimento Rio Branco, Kraft Foods Brasil, TIM Sul, Electrolux do Brasil, C. Vale, Sanepar e Cocamar.

Em 2004, o PIB brasileiro cresceu 5,2%, resultado que foi fruto de uma saudável combinação de aquecimento do mercado interno com um ótimo desempenho das exportações. O bom desempenho do agronegócio – os preços das principais commodities agrícolas exportadas mantiveram-se altos por quase todo o ano – e o crescimento dos embarques dos produtos manufaturados permitiram um aumento de 32% no volume de dólares obtidos no exterior.

Esses bons ventos do conjunto da economia nacional se refletiram fortemente nos balanços das principais companhias do Sul. As receitas totais das 300 Maiores Empresas do ranking Expressão/FGV alcançaram R$ 172,7 bilhões. Outra boa notícia é que melhoraram os resultados das companhias. Aumentou no ranking o número de empresas com lucros, e mesmo o valor de R$ 1,51 bilhão de perdas entre as 37 que tiveram prejuízos foi muito menor do que no ano anterior.

As bilionárias

O seleto clube das empresas com receitas líquidas superiores a R$ 1 bilhão já tem 37 companhias entre as 300 do ranking Expressão/FGV. Juntas, as 37 bilionárias obtiveram receitas de R$ 105,5 bilhões, com crescimento médio de 16,8% sobre 2003, acima da média de 14,6% verificada entre as 300. Verdadeiras locomotivas da economia da região Sul, as companhias desse grupo concentram 61,1% das vendas e 73,2% do lucro líquido obtido pelo conjunto das 300 listadas no ranking.