Representantes dos órgãos internacionais, reunidos em Doha, Catar, para a Conferência de Desenvolvimento, pediram uma ação conjunta para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar a crise global.

“A crise financeira não é o único problema que enfrentamos. Também temos que lidar com o desenvolvimento e a aceleração das mudanças climáticas”, afirmou o diretor geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na abertura da conferência sobre desenvolvimento.

“Estas ameaças estão extremamente ligadas. E precisam ser considerados como um único problema”, disse ele aos jornalistas em Doha. “Precisamos de um verdadeiro plano de estímulo global que atenda aos interesses de países em desenvolvimento”.

Ban foi o anfitrião de um encontro que reuniu líderes globais, que têm como objetivo converter as intenções expressas durante o encontro do G20, realizado no mês passado, em Washington, em ações concretas. Entretanto, ele admitiu que apenas 10 líderes nacionais participaram do encontro que reuniu cerca de 35 delegados de alto nível, e nenhuma conclusão foi anunciada. O próximo encontro do G20 será em abril de 2009, em Londres.

Ban ainda espera sair da conferência com planos concretos, como aconteceu em 2002, com o Consenso de Monterrey, quando foi anunciado um plano de apoio para os países em desenvolvimento.

“Uma crise global pede soluções globais”, afirmou o presidente da Comissão Européia, Jose Manuel Barroso, que também participa da conferência, ao lembrar que mais de 1,4 bilhão de pessoas vivem em situação de extrema pobreza, com menos de US$ 1,25 por dia.

Para a chefe da delegação norte-americana, Henrietta Fore, a ausência de grande parte dos líderes não significa que o encontro “é perda de tempo”, porque há ministros de países em desenvolvimento presentes. Ela disse ainda que o presidente George W Bush “manteve os compromissos de apoio firmados em Monterrey e que há muitas indicações de que o recém-eleito Obama também cumprirá estes acordos”. As informações são de agências internacionais.