O Informe do Programa Mensal de Operação (IPMO) publicado semanalmente pelo ONS mostra que as condições de chuvas em dezembro continuam favoráveis, embora não tão consistentes quando o previsto na sexta-feira passada.

O ONS projeta que a Energia Natural Afluente (ENA) no Sudeste, região responsável por 70% do armazenamento de água nas hidrelétricas, ficará em 94% da média de longo termo (MLT) do mês de dezembro. O número é inferior aos 107% da média previstos na semana passada, porém permanece acima do nível entre 60% a 70% da MLT registrado em novembro.

Na Região Sul as projeções também são menos otimistas, e agora o ONS indica afluência equivalente a 84% da média histórica – era de 98% da MLT na sexta-feira passada. Já a estimativa para o subsistema Nordeste foi elevada de 78% para 83% da MLT, variação positiva dado o atual patamar dos reservatórios na região. A projeção para ENA na Região Norte foi reduzida de 87% para 73% da MLT.

Com a percepção menos otimista em relação ao nível de chuvas em dezembro, o ONS também reduziu a estimativa do nível dos reservatórios ao final do mês. No Sudeste, onde os reservatórios estavam com 16,15% da capacidade até ontem (5), esse número deve subir a 22,1% no fim do mês. Na sexta-feira passada, o ONS previu que os reservatórios terminassem o ano com 24,3% da capacidade.

As projeções para as Regiões Sul e Norte também foram reduzidas. No caso do Sul do País, os reservatórios devem terminar o ano com 48,4% da capacidade – estava em 54,7% na semana passada. No caso da Região Norte, houve redução de 34,1% para 30,7%. No Nordeste, por outro lado, a previsão foi elevada de 21,3% para 22,3% da capacidade.

Conforme a medição de ontem (5) feita pelo ONS, os reservatórios operavam com 61,88% no Sul, 13,29% no Nordeste e 27,16% na Região Norte.

Carga

O ONS também anunciou ontem (5) a primeira revisão para a projeção de carga mensal no sistema nacional (SIN) durante dezembro. A demanda deve crescer 3,3%, abaixo da estimativa de 3,5% da sexta-feira passada. A carga prevista no mês está em 66.369 MW médios, ante 66.536 MW médios previstos uma semana atrás.

A variação é explicada principalmente pelo cenário menos robusto previsto na Região Sudeste, cuja carga responde por quase 60% da demanda do País. A projeção mensal foi reduzida de 3,7% em dezembro, na comparação com o mesmo período do ano passado, para 2,8%. Na Região Sul, por outro lado, a variação esperada foi ampliada de 3,9% para 4,7%. A projeção para a Região Nordeste foi mantida em 5,3%, enquanto a retração esperada na Região Norte foi ajustada de -2,1% para -0,7%.

Custo

A sinalização de menor volume de chuvas nas Regiões Sudeste e Sul levou o operador a elevar o custo marginal de operação (CMO) semanal de R$ 549,83/MWh na semana passada para R$ 659,76/MWh, valor válido para os subsistemas Sudeste, Sul, Nordeste e Norte.

Apesar da elevação de 20% entre as duas semanas, o patamar do CMO indica que o preço de liquidação das diferenças continuará abaixo do teto de R$ 822,83/MWh estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O PLD, valor utilizado nas operações de compra e venda de energia no mercado de curto prazo, é balizado pelos valores do CMO e permaneceu no patamar máximo durante seis semanas entre os meses de outubro e novembro. AS informações são do jornal O Estado de S. Paulo.