Economia

Oncoclínicas vende operação na Arábia Saudita por US$ 6,5 milhões

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

A Oncoclínicas anunciou nesta quarta-feira (22) a venda de sua participação na Specialized Medical Treatment Company, empresa de cuidados oncológicos com sede na Arábia Saudita, por US$ 6,5 milhões. O valor será pago à vista pela Al Faisaliah Group Holding Company e pela Advanced Drug Company for Pharmaceuticals. A companhia brasileira entrou com pedido de recuperação judicial no dia 13 de julho, enfrentando uma dívida estimada em R$ 5,1 bilhões. As informações são da Gazeta do Povo.

De acordo com comunicado ao mercado, a venda tem por objetivo simplificar o portfólio para focar nas operações no Brasil. A estratégia busca reduzir o rombo financeiro e evitar o risco de ter de investir mais recursos na operação estrangeira. A conclusão da venda depende de aprovação das autoridades sauditas.

A crise de caixa na Oncoclínicas começou no início de 2025. Entre as causas estão uma pressão de caixa de R$ 330,5 milhões oriunda da antecipação de recebíveis e a desaceleração no crescimento por redução dos planos de saúde contemplados.

A pressão no caixa esvaziou o estoque de medicamentos em março de 2026, criando a necessidade de compras emergenciais pontuais a preços mais elevados do que a aquisição no atacado. A manobra levou a um prejuízo de R$ 40 milhões.

O Brasil vive uma onda de recuperações judiciais e extrajudiciais que atinge gigantes como o Grupo Pão de Açúcar, a Raízen, a Braskem, o Grupo Estrela e a Oi S.A. Esta última já prevê uma quebra no início de agosto. Além do impacto da Covid-19, os casos têm em comum a menção à alta na taxa básica de juros, a Selic, que acelera a ampliação das dívidas.

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