Economia

Oi pode parar de operar em agosto por falta de caixa

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

A administradora judicial da Oi informou à Justiça do Rio de Janeiro que a operadora de telefonia não terá condições financeiras para funcionar a partir de 1º de agosto. A previsão de caixa disponível ao final de julho caiu 78%, passando de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões. A petição foi protocolada nesta quinta-feira (9) na 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. As informações são da Gazeta do Povo.

Segundo o documento, a queda se deve à desconfiança do mercado sobre a situação da empresa, o que dificulta a captação de recursos para investir na renovação de produtos e serviços. A Oi pediu falência, mas o pedido foi negado e convertido em recuperação judicial. Esse status, porém, é mantido por uma liminar, enquanto o pedido de falência ainda é alvo de recurso.

Venda da V.tal foi suspensa pela Justiça

Outro fator que agravou a crise foi a suspensão, pela mesma Câmara, de uma operação que renderia R$ 4,5 bilhões à Oi. A venda da participação da empresa na V.tal — considerada o bem mais valioso da companhia — a fundos ligados ao BTG Pactual e à BGC Fibra Participações foi rejeitada pela assembleia de credores. O valor foi considerado insuficiente para pagar as dívidas trabalhistas. A negociação inicial previa a venda por R$ 12,5 bilhões.

Ações da empresa acumulam quedas superiores a 77%

No momento da publicação, a ação ordinária da Oi (OIBR3) estava cotada a R$ 0,13, com queda de 77,97% no último ano. Já a ação preferencial (OIBR4) estava a R$ 0,78, com queda de 90,45% no mesmo período.

Esta não é a primeira vez que a Oi recorre à Justiça. Em 2016, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial em meio a um endividamento de R$ 65,4 bilhões. O processo durou até 2022, tornando-se a recuperação judicial mais longa do país.

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