Economia

Oeste do Paraná lidera produção mundial de tilápias com tecnologia

Imagem mostra um produtor segurando uma tilápia em uma área de piscicultura.
Piscicultura tem ganhado destaque pela versatilidade da produção de peixes. Foto: Arquivo/Tribuna do Paraná/ Jonatan Campos.

O Oeste do Paraná se tornou o maior polo de produção de tilápias do mundo em apenas 15 anos. A região produz três a quatro vezes mais peixes por metro quadrado do que a média mundial, com tecnologia que usa apenas 10% da água dos sistemas convencionais e sistemas automatizados que controlam ração e oxigenação. As informações são da Gazeta do Povo.

A produção paranaense é três vezes maior que a de São Paulo, segundo colocado no Brasil. A média de produtividade na região é de 77 toneladas por hectare ao ano, enquanto a média mundial fica em 20 toneladas. O avanço colocou o Brasil como quarto maior produtor mundial, com mais de 1 milhão de toneladas em 2025, sendo 70% de tilápia.

O modelo foi criado pela Cooperativa Copacol, de Cafelândia, que em 2008 adaptou o sistema integrado de frangos e suínos para a piscicultura. A cooperativa fornece alevinos de genética selecionada, insumos e assistência técnica aos produtores, que cuidam do manejo diário. Depois, a Copacol compra, processa e vende os peixes, dividindo os lucros com os cooperados.

Até microchips são usados nos melhores peixes para controlar linhagens e selecionar os reprodutores das próximas gerações. A cooperativa reúne 300 produtores integrados e produziu 21,7 mil toneladas de carne em 2025.

Outras cooperativas paranaenses adotaram o modelo. A C.Vale entrou no setor em 2017, a Lar anunciou investimentos de R$ 268 milhões e a Coopavel comprou a antiga Pescados Cascavel há dois anos. Atualmente, 85% da produção paranaense está concentrada no entorno das cooperativas do Oeste.

O presidente da Associação Brasileira da Aquicultura, Francisco Medeiros, afirma que a região abriga a cadeia de tilápia mais tecnológica do planeta. A primeira filetadora automática e a primeira vacinadora automática do mundo foram desenvolvidas no Brasil. A meta da entidade é colocar o país na liderança mundial nos próximos 15 anos.

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