Janet Yellen, escolhida pelo presidente Barack Obama para comandar o Federal Reserve no lugar de Ben Bernanke, avaliou que a economia dos Estados Unidos já progrediu, mas que é preciso fazer mais para fortalecer a recuperação econômica.

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“Os últimos anos foram tumultuados para a economia. Fizemos progresso, a economia está mais forte e o sistema financeiro, mais sólido, mas ainda há trabalho a fazer”, disse a dirigente de 67 anos, que atualmente é a vice-presidente do banco central norte-americano, ao ser apresentada por Obama para assumir o Fed a partir de fevereiro de 2014.

Em seu breve discurso, Yellen pareceu dar foco maior ao emprego que à inflação, confirmando seu perfil conhecidamente “dovish”.

Ela afirmou que o Fed precisa promover o máximo emprego e preços estáveis, frisando que muitos norte-americanos ainda não conseguem encontrar trabalho e que o banco central pode ajudar a resolver esse problema. A dirigente também disse, porém, que o Fed pode garantir que a inflação continue sob controle.

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“Estou honrada pela confiança que Obama depositou em mim”, disse ela, visivelmente alegre. “Prometo fazer meu melhor para cumprir as responsabilidades que o Congresso concedeu ao Fed.”

Quase simultaneamente à apresentação da Yellen como próxima presidente do Fed, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, elogiou a escolha de Obama para suceder Ben Bernanke no comando do Federal Reserve.

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Em comunicado oficial, Lagarde diz que Yellen “é uma escolha excelente para essa posição muito importante”. “Espero continuar trabalhando com ela”, disse Lagarde.

O mandato de Ben Bernanke à frente do Fed terminará em 31 de janeiro do próximo ano.