O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um plano de obras públicas de US$ 50 bilhões para os próximos seis anos que, segundo ele, deverá começar a gerar empregos já a partir de 2011. Obama anunciou o plano durante um ato em comemoração do Dia do Trabalho norte-americano organizado pela central sindical AFL-CIO em Milwaukee (Wisconsin).

“Ao longo dos próximos seis anos, vamos reconstruir 150 mil milhas – 241 mil km de nossas estradas – isso é o suficiente para dar seis voltas ao mundo; é muita estrada. Vamos estender e manter 4 mil milhas 6,4 mil km de nossas ferrovias – o suficiente para cobrir de costa a costa. Vamos restaurar 150 milhas – 241 km de vias de acesso – e avançar um controle de tráfego aéreo de nova geração, para reduzir o tempo de viagem e as demoras para os viajantes americanos. Acho que todo mundo pode concordar com isso”, disse o presidente em seu discurso.

Mais cedo, a Casa Branca havia anunciado que o plano prevê investimentos de US$ 50 bilhões. Segundo Obama, seu governo pretende criar um “banco de infraestrutura” com foco no financiamento de projetos regionais e nacionais de transportes, usando recursos tanto do governo como do setor privado. O presidente disse que esse órgão eliminaria um sistema de “colcha de retalhos” pelo qual os projetos no setor de transportes são financiados por meio de verbas destinadas pelo Congresso. A ideia, afirmou, é “criar concorrência e inovação que nos deem mais resultados por dólar”.

Antes mesmo do anúncio, políticos do Partido Republicano se manifestaram contra o projeto. “Um projeto feito na última hora, com mais de US$ 50 bilhões em aumentos de impostos, não vai reverter a total falta de confiança que os americanos têm na capacidade dos democratas de Washington de ajudar a economia”, disse o líder da minoria no Senado, Mitch McConnell (Kentucky).

O discurso presidencial do Dia do Trabalho tradicionalmente marca o início das campanhas políticas do outono, que este ano vão culminar na eleição para o Congresso, em 2 de novembro. Obama deverá anunciar novas medidas econômicas nesta quarta-feira, durante evento em Cleveland (Ohio). As informações são das agências internacionais.