Brasília – A agência de classificação de risco Standard and Poor’s rebaixou nesta sexta-feira (5) a nota da dívida americana de longo prazo, que tinha a nota máxima, AAA, para AA+. Foi a primeira vez na história que a agência classificou a dívida dos Estados Unidos abaixo do nível máximo.

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De acordo com a agência, o maior risco é político. A Standard and Poor’s considera que o acordo fechado entre o governo americano e o Congresso para elevar o teto do endividamento do país não foi suficiente para reduzir a preocupação com o futuro da economia dos EUA.

“O rebaixamento reflete a nossa opinião de que o plano de consolidação fiscal que o Congresso e o governo recentemente fecharam não atinge o objetivo do que, ao nosso ver, seria necessário para estabilizar a dinâmica da dívida do governo a médio prazo”, diz um comunicado da Standard and Poor’s, divulgado na noite de ontem.

“De maneira mais ampla, o rebaixamento reflete a nossa visão de que a eficiência, a estabilidade e a previsibilidade da elaboração de políticas americanas e das instituições políticas enfraqueceram em um momento de desafios correntes fiscais e econômicos.”

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Durante o dia, quando surgiram rumores sobre um possível rebaixamento da dívida americana, integrantes do governo disseram à mídia do país que a análise da situação econômica feita pela agência estava profundamente equivocada.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Barack Obama, tentou tranquilizar os mercados globais, dizendo que “as coisas vão melhorar”. “Temos que fazer ainda melhor que isso.”

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“Vamos atravessar isso juntos. As coisas vão melhorar”, disse ele, que comentou os dados divulgados hoje que mostram que foram criados 117 mil empregos no país, reduzindo o desemprego de 9,2% para 9,1%.

O rebaixamento pode corroer ainda mais a confiança dos investidores externos na economia americana, que já enfrenta dificuldades para sair da recessão, com enormes dívidas e uma taxa de desemprego considerada alta para o país. 

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