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Nível de cumprimento do acordo Opep+ foi de quase 90% em fevereiro, diz saudita

  • Por Estadão Conteúdo

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid A. Al-Falih, afirmou neste domingo que o nível de cumprimento do acordo entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, como a Rússia, foi de quase 90% em fevereiro. Esse grupo estendido de países é conhecido como Opep+, com nações que decidiram reduzir a oferta da commodity para apoiar os preços.

Neste domingo e na segunda-feira, o Opep+ se reúne no Azerbaijão para discutir políticas de petróleo para abril. De acordo com Al-Falih, o nível de cumprimento do acordo em março ultrapassará a marca de 100%, ou seja, será superior ao fechado anteriormente entre as partes.

Ainda segundo ele, parte do petróleo da Venezuela tem sido redirecionada no mercado, após as sanções americanas contra o governo do presidente Nicolás Maduro e em meio à grave crise política e econômica do país latino-americano. De qualquer modo, o ministro comentou que os interesses dos Estados Unidos e do reino saudita estão “razoavelmente aliados”. Os dois países têm uma aliança geopolítica importante, mas o presidente americano, Donald Trump, já criticou os sauditas e a Opep por cortar a oferta de petróleo para elevar os preços.

Al-Falih previu que a Arábia Saudita exportará menos petróleo em abril e ressaltou que o país tem cumprido o acordo com o Opep+. Ele disse que a produção saudita será de 9,8 milhões de barris por dia em março e deve ser 100 mil barris por dia menor em abril. Já as exportações sauditas devem ser menores que 7 milhões de barris por dia em março, sendo que talvez em abril elas sejam ainda 100 mil barris por dia menores que essa marca.

A autoridade saudita disse que espera manter o acordo para cortar a oferta de petróleo na reunião de abril da Opep e garantiu confiar nos envolvidos na iniciativa. E informou que os produtores prometeram um maior cumprimento do acordo, no futuro.

A autoridade comentou que continua a haver aumento nos estoques de petróleo no mundo, mesmo com os problemas enfrentados por Venezuela e Irã para exportar. Segundo ele, tem aumentado um pouco a confiança no mercado, recentemente.

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