A Neoenergia conquistou o lote G do leilão do primeiro leilão de transmissão de 2013 com proposta de uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 18,79 milhões, deságio de 6,29% em relação à RAP de R$ 20,05 milhões estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O lote G é composto por uma linha de transmissão de 196 quilômetros de extensão entre os Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. A obra tem prazo de conclusão de 28 meses.

Segundo a Aneel, o objetivo do empreendimento é promover o escoamento da energia elétrica gerada em usinas eólicas da região e reforçar a Rede Básica do Sistema Integrado Nacional (SIN).

Esse era o lote com o maior número de proponentes, oito: Taesa e Neoenergia, as espanholas Cobra, Abengoa, Cymi e Elecnor, além dos consórcios Campina Grande – formado por Eletronorte (49%) e Alupar (51%) – e Airumã – formado pelo Fundo Caixa Milão (51%) e Furnas (49%). No entanto, somente a Neoenergia apresentou proposta.

Isolux leva lote H

A Isolux foi a única empresa a fazer proposta no lote H do leilão de transmissão, com RAP de R$ 52,750 milhões, deságio de 15,10% em relação à RAP de R$ 62,13 milhões estabelecida pela Aneel.

O lote H é composto por duas linhas de transmissão, totalizando 563 quilômetros de extensão, entre os Estados da Pará e Tocantins. As obras têm prazo de conclusão de 36 meses. Os ativos desse lote estão relacionados ao sistema de escoamento da energia a ser produzida pela hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

Cinco proponentes se cadastraram para disputar o lote: Abengoa, Elecnor, Alupar, Isolux e Consórcio Itacaiunas, formado por Eletronorte (40%), mas somente a Isolux fez proposta.

Abengoa leva o lote I

A Abengoa levou o lote I, tendo sido a única a fazer proposta, de R$ 197,3 milhões para a RAP, deságio de 5,02% em relação à RAP de R$ 207,74 milhões estabelecida pela Aneel.

O lote I é composto por cinco linhas de transmissão, totalizando 1,761 mil quilômetros de extensão, e por uma subestação entre os Estados da Pará e Tocantins. As obras têm prazo de conclusão de 36 meses. Os ativos desse lote estão relacionados ao sistema de escoamento da energia a ser produzida pela hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

Somente duas proponentes estavam inscritas para disputar esse lote, além da Abengoa o Consórcio Miracema, formado pela Eletronorte, com 45% de participação, Alupar (27,5%) e Taesa (27,5%).

Lotes F e J não recebem propostas

A Aneel informou que nenhuma proposta foi feita pelo lote, que tinha RAP de R$ 38,96 milhões. O lote F é composto por uma linha de transmissão de 241 quilômetros de extensão e por uma subestação no Estado de São Paulo. As obras têm prazo de conclusão de 30 meses.

Conforme a Aneel, trata-se de um reforço estrutural para estabelecer um novo ponto receptor das usinas do Rio Madeira e Belo Monte.

Cinco proponentes se inscreveram para disputar esse lote: Taesa, Alupar e as espanholas Cobra e Abengoa, além do Consórcio Cantareira, formado pelo Fundo Caixa Milão (51%), Copel GT (24,5%) e Furnas (24,5%).

O lote J também não recebeu propostas. Com isso, a licitação está encerrada. Nesse lote, a RAP era de R$ 39,05 milhões. O lote J é composto por uma linha de transmissão de 207 quilômetros de extensão e por duas subestações no Estado de São Paulo. As obras têm prazo de conclusão de 30 meses. Segundo a Aneel, o objetivo dos empreendimentos é possibilitar o pleno despacho da energia das usinas do Rio Madeira e auxiliar no controle de tensão da região.

Cinco proponentes se inscreveram para disputar o lote: Cobra, Abengoa, Alupar, Taesa e Consórcio Camanducaia, formado pelo Fundo Caixa Milão (com 51% de participação), Copel GT (24,5%) e Furnas (24,5%), mas não houve propostas.