A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que é ?completamente tendenciosa? a afirmação de que a produção de biocombustíveis está pressionando os preços dos alimentos no mundo. Ecoando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma fez uma defesa vigorosa do etanol brasileiro em encontros com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e também nas viagens à Coréia e ao Japão.

?Nós não acreditamos que deriva dos biocombustíveis a alta dos preços dos alimentos, e sim da explosão dos preços do petróleo, que encarecem o frete, e da demanda por proteína?, disse Dilma. ?Não é possível culpar a cana-de-açúcar, que ocupa uma parte inexpressiva das terras agricultáveis do Brasil. O Brasil tem mais de 30 anos de experiência na produção de etanol e continua sendo um grande produtor de alimentos.

A ministra também criticou o protecionismo dos países desenvolvidos e seu impacto sobre os preços alimentares. ?Neste momento em que há toda essa pressão sobre o preço dos alimentos, é bom que os países desenvolvidos pensem a respeito de todos os mecanismos de proteção a sua agricultura, que impedem que a agricultura dos países em desenvolvimento, principalmente os mais pobres, cresça e se expanda de forma sustentável.?