Com a missão de fazer propaganda dos biocombustíveis, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ontem ao Instituto Real de Tecnologia – uma das universidades mais respeitadas da Europa – a bordo de um ônibus vermelho da Scania movido a etanol. Bem-humorado, desceu do veículo conversando com o rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, mas voltou para cumprimentar o motorista.

"São 600 ônibus movidos a etanol aqui", disse Lula ao Estado, numa referência à frota de transporte público em Estocolmo. "Vamos levar isso para o Brasil." Os testes para o primeiro ônibus brasileiro abastecido unicamente por álcool começarão em outubro, justamente no corredor que liga São Bernardo – cidade onde Lula iniciou sua carreira – ao bairro do Jabaquara, na capital.

Em café da manhã seguido de palestra para empresários, antes da parada no Instituto Real de Tecnologia, Lula já havia mencionado a vantagem dada a suecos que possuem veículo movido a etanol. "Fiquei sabendo que a Suécia tem incentivo para esses carros: as pessoas não pagam estacionamento", contou. Depois do comentário, não resistiu à piada: "Espero que os consumidores brasileiros não saibam disso, porque senão as prefeituras brasileiras irão à falência".

Os incentivos concedidos pelo governo sueco para quem tem carro flex – são 43 mil no país – vão, na prática, muito além do estacionamento. Para circular no centro de Estocolmo, por exemplo, donos de veículos a gasolina devem desembolsar uma taxa de até 20 coroas suecas (US$ 3), enquanto os que têm carros flex não pagam nada. Além disso, o governo também dá abatimento de 10 mil coroas suecas (US$ 1,5 mil) na compra de carro flex. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.