A movimentação de cargas, entre importações e exportações, cresceu 17% no Porto de Paranaguá de janeiro a 15 de maio em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o setor de estatística da autarquia, o maior terminal graneleiro da América Latina movimentou neste ano 12,613 milhões de toneladas, contra 10,784 milhões de toneladas em 2003.

Os principais produtos exportados, complexo soja e milho, alcançaram um crescimento de 20% no acumulado dos primeiros quatro meses e meio do ano. As vendas externas da soja, farelo, óleo e milho chegaram a 6,261 milhões de toneladas. No mesmo período do ano passado, o resultado ficou em 5,219 milhões de toneladas.

O destaque ficou com o milho, cuja exportação subiu 220%, de 604 mil toneladas para 1,935 milhão de toneladas. O óleo vegetal teve as exportações ampliadas em 27%. O farelo subiu 1%. A única queda foi verificada nas vendas externas de soja, cujo recuo foi de 11%. A exportação da soja este ano chegou a 2,661 milhões de toneladas, contra 2,866 milhões em 2003.

Motivos

De acordo com o superintendente Eduardo Requião, a queda na venda da soja foi causada principalmente pelo locaute de uma semana dos operadores e agentes portuários e pela chuva que, neste ano, ficou acima da média verificada em anos anteriores. A Secretaria da Agricultura informa também que a venda foi retardada por produtores que aguardam melhores preços no mercado internacional.

Importação

Já as importações do Porto de Paranaguá no período de janeiro a 15 de maio cresceram 43%, de 2,087 milhões de toneladas para 2,991 milhões de toneladas. Os destaques ficaram com a compra de peças e componentes para as indústrias paranaenses, que aumentou 56%, e para a importação de fertilizantes, cuja ampliação chegou a 50%.

O porto registrou ainda uma ampliação de 42% na importação de arroz, de 41 mil sacas para 58 mil sacas. Para isso, o porto destinou um berço exclusivamente para a recepção de navios com o produto. “Foi a forma que encontramos para rapidamente abastecer o mercado nacional e regular os preços”, explica Eduardo Requião.