Os navios carregados com sal que chegam ao Porto de Paranaguá têm prioridade na atracação. Uma ordem de serviço emitida pela superintendência da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) dá preferência para navios com este tipo de carga.

Segundo o superintendente da Appa, Eduardo Requião, a medida que deu preferência para atracação de navios de sal foi tomada para incentivar as indústrias do setor e permitir que as operações com este produto acontecessem em Paranaguá. ?Precisávamos viabilizar a vinda destes navios para o porto. Com isso, além de atrair mais um tipo de operação, garantimos o emprego de muitas pessoas na cidade e valorizamos empresas paranaenses. Esta é a função do porto público?, afirmou.

No ano passado, foram importadas pelo Porto de Paranaguá 137.587 toneladas de sal, 85% a mais do que o ano anterior. Fora isso, o Porto realizou por operações de cabotagem (movimentação de cargas dentro do País) outras 135.730 toneladas do produto, também registrando aumento de 21% em relação ao ano anterior.

De acordo com Agenor Tavares, diretor da Romani Indústria e Comércio de Sal, empresa que produz o Sal Diana, a atual administração da Appa tornou os negócios da empresa mais fáceis. Maior empresa refinadora de sal do Sul do Brasil, a Sal Diana está há quase 50 anos instalada em Paranaguá e tinha muita dificuldade para movimentar sal pelo porto, antes da prioridade na atracação. ?Os navios carregados com sal atracavam no mesmo lugar dos navios de fertilizante e isso criava muitas dificuldades?, explicou Tavares.

Com a ordem de serviço, a Appa concede berços preferenciais de atracação para os navios de sal com intervalo mínimo de 40 dias entre elas. Além disso, os navios precisam realizar uma descarga mínima de 25 mil toneladas do produto e não podem ficar atracados mais de quatro dias operáveis.

Empregos

Hoje, a refinaria da Sal Diana consome 18 mil toneladas de sal por mês e gera 250 empregos diretos em Paranaguá. Segundo Tavares, a maior parte do produto vem em estado bruto do Chile e o restante do Rio Grande do Norte. Na refinaria, ele é beneficiado e enviado, pronto para o consumo, para o mercado interno. ?No ano passado, movimentamos 220 mil toneladas de sal. Nossa meta é, para este ano, aumentar para 250 mil toneladas?, explicou. (AEN)