A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o ministro dos Transportes, George Santoro, recomendaram ao presidente Lula a inclusão de seis trechos de ferrovias federais no Programa Nacional de Desestatização. Os trechos fazem parte de dois corredores ferroviários em construção que somam milhares de quilômetros. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (27). As informações são da Gazeta do Povo.

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Apesar do histórico de resistência a privatizações, o governo Lula tem ampliado as concessões de infraestrutura ao setor privado. Em 2025, foram realizados 50 leilões, volume recorde que supera gestões anteriores conhecidas pelo apoio à pauta, como as de Fernando Henrique Cardoso e Jair Bolsonaro. O Planalto destaca a diferença entre privatização, que transfere a propriedade, e concessão, que mantém o bem público sob gestão privada temporária.

Três trechos pertencem à Ferrovia de Integração Oeste-Leste, iniciada em 2011 para ligar Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins. O projeto original previa 1.527 km, mas a extensão aumentou para 1.800 km. Os trechos recomendados são Ilhéus-Caetité, Caetité-Barreiras e Correntina-Mara Rosa.

Os outros três trechos fazem parte da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, projetada em 2009 com obras iniciadas em 2021. Com aproximadamente 1.641 km, a ferrovia complementa o caminho da Fiol. Os trechos incluídos são Mara Rosa-Água Boa, Água Boa-Lucas do Rio Verde e Lucas do Rio Verde-Vilhena. A resolução também atualiza normas anteriores para abranger todo o corredor entre Mara Rosa e Vilhena.

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O ministro Santoro prevê que o governo concluirá o mandato com 31 leilões de rodovias. A estratégia leva em conta a situação delicada das contas públicas, embora o governo mantenha resistência a privatizar empresas estatais em dificuldades, como os Correios.