O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Luiz Eduardo Ramos, afirmou nesta quinta-feira, 4, que, conforme determinação do presidente Jair Bolsonaro, “veremos a situação em que policiais vão se enquadrar” na reforma da Previdência. O comentário foi feito após Ramos tomar posse no ministério, em evento no Palácio do Planalto.

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Um dos principais empecilhos antes da votação do relatório da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara foi justamente a questão da aposentadoria de policiais vinculados à União. Na quarta, líderes de partidos chegaram a afirmar, após reunião na casa do presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), que havia um acordo para que policiais que servem a União se aposentassem com idades menores, de 52 anos para mulheres e 53 anos para homens. Posteriormente, no entanto, Maia desmentiu o acordo. E a nova versão do relatório do deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP) não trouxe, de fato, um abrandamento das regras para os policiais.

Na manhã desta quinta, o presidente Jair Bolsonaro voltou a apelar por mudanças para a aposentadoria de policiais no texto da reforma. Além das alterações relacionadas a essa força policial, ele defendeu os policiais militares em discurso feito a integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Ao tratar de forma geral da interlocução com o Congresso, o ministro Ramos afirmou que existem hoje posições divergentes. “Vamos sentar e debater”, afirmou. “Temos que trocar ideias”, acrescentou.

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Questionado sobre sua atuação na articulação com o Congresso, agora que tomou posse, Ramos lembrou que estava chegando neste momento ao ministério e que o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, vinha sendo o responsável pelas conversas com os parlamentares. “Estou à disposição do presidente Bolsonaro e do ministro Onyx”, afirmou. “Onyx está fazendo trabalho bom à frente da reforma da Previdência.”

Ramos pontuou ainda que é possível conversar com parlamentares da oposição, dentro do processo de negociação para a reforma da Previdência. Além disso, afirmou que alguns membros da equipe do ministério estavam sendo trocados por “questão de necessidade”.

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Ramos também esclareceu que não é mais um general da ativa, já que está afastado da função, e fez questão de repetir que, agora, era ministro de Estado. “Estou assumindo a função mais desafiadora da minha vida”, disse.

O presidente Jair Bolsonaro deu posse a Ramos na Secretaria de Governo na manhã desta quinta.