A venda de automóveis no Brasil deve crescer até 10% neste ano, se depender das expectativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. A estimativa é maior do que o esperado pelas montadoras, de 8%, conforme anunciado no início do mês pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o que pressupõe a venda de 3,4 milhões de veículos até o fim do ano.

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Em visita ontem a Curitiba, o responsável pela pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ministro Miguel Jorge, afirmou que a indústria automobilística no Brasil está tendo um bom desempenho.

“Isso está acontecendo em função de medidas acertadas tomadas pelo governo federal, como o crédito para a compra de carros, com parcelas de 48 a 60 meses. A exportação deve voltar também com mais força”, avalia.

Segundo o ministro, a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis, que durou até março, foi uma decisão conjuntural acertada por causa da crise financeira mundial, que ajudou no aquecimento do setor. Ele criticou as montadoras multinacionais durante o período de dificuldades.

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“Houve uma freada na produção internacional muito maior do que deveria ter sido feita, sem levar em conta que países como o Brasil não passariam por uma crise tão forte como em outros lugares. A redução do IPI atingiu seu objetivo, fazendo com que inclusive faltasse carro no mercado no mês de março”, diz.

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, considerou que a esfriada nas vendas por conta da volta da cobrança do IPI a partir de abril ficou dentro do previsto pela fábrica.

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“Junho foi melhor do que esperamos e deve melhorar até o fim do ano, com nossa projeção de crescimento de 8%”, estima. Segundo ele, o País reagiu bem à crise econômica.

“De 2003 para cá o Brasil mudou muito, apresentando indicadores econômicos positivos. O País se mostrou muito bem preparado para enfrentar a crise, como com a reserva do Banco Central. Isso contribuiu para que o Brasil saísse rápido da crise e isso deu confiança ao consumidor”, afirma.

Mesmo assim, Schmall considera que por enquanto não há necessidade de ampliação da capacidade da empresa por causa da demanda. Na última terça-feira, O Estado mostrou que a indústria automobilística aumentou as horas extras para atender a demanda, movimento que a médio prazo pode ter mais contratações como consequência.

1 milhão de Fox

O ministro Miguel Jorge participou ontem em São José dos Pinhais da comemoração pelo 1 milhão de veículos Fox produzidos na Volkswagen o Brasil. É o quinto modelo da marca a ultrapassar a marca de 1 milhão de unidades fabricadas. Os anteriores foram Fusca, Brasília, Kombi e Gol.

Criado e desenvolvido no Brasil, o Fox foi lançado em 2003 e tem 70% da sua produção vendida para o mercado nacional, cujo preço varia de R$ 32,6 mil a R$ 42,3 mil. O restante é comercializado para mais de 20 países. A produção atual é de 900 carros por dia.