O ministro Dario Durigan, da Fazenda, criticou nesta sexta-feira (21) medidas adotadas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) até 2022 e classificou algumas delas como irresponsáveis. Durigan defendeu a política fiscal da gestão Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que nenhuma medida do atual governo foi aprovada sem a indicação de uma fonte de receita correspondente. As informações são da Gazeta do Povo.

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Segundo o ministro, decisões tomadas durante a administração anterior contribuíram para criar um orçamento fake para 2023. Entre os problemas apontados estão o aumento de despesas sem receita correspondente, mudanças no pagamento de precatórios (dívidas do governo reconhecidas pela Justiça) e a redução de tributos sobre combustíveis.

Durigan questiona propostas da família Bolsonaro

Em entrevista à rádio Metrópole, de Salvador, Durigan questionou propostas atribuídas ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Vamos acreditar agora que a família Bolsonaro vai propor um conselho superior de tratativas fiscais para encaminhar pacificamente, no diálogo com o Supremo, medidas econômicas? Isso é crível?, declarou.

O ministro também citou um episódio em que o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o Congresso aprovou uma medida que, segundo sua avaliação, reduzia a arrecadação sem compatibilidade com o planejamento orçamentário.

Governo reconhece desafios nas contas públicas

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Durigan reconheceu que ainda existem desafios para o governo e defendeu a continuidade dos esforços para melhorar as contas públicas. A afirmação contrasta com o crescimento da dívida pública, que chega a 81,9% do PIB em junho, o equivalente a R$ 10,4 trilhões.

Segundo ele, o país precisa avançar simultaneamente em áreas como educação, saúde e programas sociais, sem abandonar o equilíbrio fiscal. O ministro ainda afirmou que o fim da escala de trabalho 6×1 e o enfrentamento aos juros altos serão dois dos principais focos do governo em uma eventual reeleição de Lula no pleito de outubro.

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