Economia

Ministro Durigan critica juros altos e defende ajuste fiscal do governo

Dario Durigan
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro Dario Durigan, da Fazenda, criticou nesta segunda-feira (17) a alta taxa de juros no Brasil, classificando-a como o principal problema da economia do país. Durante evento em São Paulo, o aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o avanço da política fiscal do governo como caminho para reduzir o custo do dinheiro. As informações são da Gazeta do Povo.

Segundo Durigan, a melhora das contas públicas e a oferta de crédito são fundamentais para criar condições para uma futura queda dos juros e do risco-país. Para ele, o desafio do custo do dinheiro afeta tanto o Tesouro Nacional quanto a sociedade. O ministro afirmou que o país precisa manter na área fiscal a mesma intolerância demonstrada no passado diante da inflação elevada.

Governo projeta caminho para superávit fiscal

Durigan foi escalado por Lula para conversar com o mercado financeiro e transmitir a mensagem de que o ajuste das contas públicas não será deixado para o próximo governo. O ministro citou as propostas de Lei de Diretrizes Orçamentárias encaminhadas desde 2023 como evidência de que o Executivo mantém uma trajetória planejada para alcançar o superávit fiscal.

Como fizemos um ajuste de aproximadamente dois pontos percentuais do PIB nesta gestão, esse desafio precisa ser replicado daqui para a frente, declarou o ministro. Ele afirmou que, ao demonstrar continuidade nesse esforço, o governo poderá avançar para a etapa de redução da taxa de risco cobrada pelos investidores.

Medidas incluem travas para gastos obrigatórios

Durigan voltou a afirmar que o governo praticamente zerou o déficit público, sem mencionar que apenas no ano passado foram retirados entre R$ 43 bilhões e R$ 63 bilhões da meta fiscal. Para 2027, a expectativa é descontar R$ 65 bilhões.

Na avaliação do ministro, outro ponto central para o equilíbrio das contas é controlar o crescimento das despesas obrigatórias, que pressionam o orçamento federal. Ele afirmou que o governo incluiu recentemente na legislação duas medidas para limitar esse avanço, com impacto estimado em R$ 10 bilhões em 2027 e efeitos crescentes nos anos seguintes. Apesar de reconhecer que ainda existem problemas a enfrentar, o ministro defendeu a continuidade do ajuste fiscal como instrumento para melhorar as condições econômicas.

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