O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, disse nesta quarta-feira, 25, que “não tem resistência alguma” a que a Infraero venda sua participação nos grupos que administram os aeroportos concedidos à iniciativa privada, dos quais detém 49%. O prejuízo da estatal, que chegou perto de RS 500 milhões no ano passado, é fonte de preocupação para o governo. O modelo que será adotado para a estatal, que poderá incluir a abertura de seu capital, será discutida no conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que, segundo espera, será formalizado nos próximos dias.

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O Conselho do PPI será presidido pelo presidente em exercício Michel Temer e terá em sua composição os ministros da Casa Civil, Fazenda, Transportes, Portos e Aviação Civil, Meio Ambiente e BNDES.

A própria estrutura da pasta chefiada por Lessa ainda não foi formalizada, por isso os secretários de Aviação e Portos ainda não foram nomeados. Para a primeira, foi escolhido Dario Lopes, na cota do PR. O titular da secretaria de Portos não está definido. Será uma indicação do PMDB.

Agências reguladoras

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As indicações de nomes para as agências reguladoras devem ter “o mínimo possível de interferência política”, disse Quintella. Ele comentou que o tom dessas escolhas será dado pelo presidente em exercício, Michel Temer, mas ressaltou a importância de uma certa blindagem, para garantir a estabilidade de regras. Isso, disse o ministro, é de “fundamental importância” para o sucesso dos leilões de concessão em infraestrutura.