Economia

Ministro do STF apreende passaporte de publicitário no caso Master

Ilustração sobre economia e finanças com a logo da Tribuna do Paraná no canto superior esquerdo. A imagem mostra moedas empilhadas, uma calculadora, cédulas de real, gráficos financeiros, indicadores de crescimento e um caderno com relatórios. Ao fundo, aparece um prédio institucional desfocado com a bandeira do Brasil, simbolizando decisões econômicas, mercado financeiro, impostos, programas governamentais e economia popular. Design clean, moderno e voltado para conteúdos de notícias econômicas.
Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça determinou no sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, contratado pelo empresário Daniel Vorcaro para conter uma crise de imagem durante investigação sobre o Banco Master. A decisão ocorreu após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pedir medidas cautelares por risco de fuga. As informações são da Gazeta do Povo.

Miranda foi alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um grupo descrito pela Polícia Federal como de características mafiosas. Segundo a PF, o grupo teria sido criado para gerar desconfiança sobre as instituições financeiras que liquidaram o Banco Master. A ação de comunicação teria o nome de Projeto DV, iniciais de Vorcaro.

O publicitário teria recrutado jornalistas e influenciadores a pedido de Vorcaro, além de monitorar desafetos do empresário no mercado e na imprensa. Miranda e sua defesa negam as acusações. Ele é ex-dono da agência Mithi e ex-sócio do jornalista Leo Dias.

A defesa de Miranda divulgou nota criticando o vazamento seletivo de informações. Segundo o advogado, o publicitário soube da medida cautelar pela imprensa antes de ser intimado oficialmente. A nota afirma que Miranda adotou postura colaborativa desde o início das investigações, comparecendo a todos os atos e prestando esclarecimentos. A defesa nega qualquer irregularidade e diz confiar que a investigação demonstrará a improcedência das suspeitas.

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