Economia

Ministro da Fazenda nega que política fiscal cause juros altos no Brasil

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Decisões econômicas, inflação e mercado: entenda como os rumos da economia afetam o seu dia a dia. Foto: Imagem criada com IA.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou neste sábado (4) que a política fiscal do governo não é a principal responsável pela taxa Selic elevada no Brasil. Ele defendeu que o debate sobre os juros altos é mais complexo e que buscar culpados no governo é uma resposta simplista. As informações são da Gazeta do Povo.

Durigan declarou que o Ministério da Fazenda é o “menos culpado” pela manutenção dos juros em patamares elevados. Embora reconheça a importância da questão fiscal, o ministro argumenta que outros fatores também influenciam a decisão do Banco Central de manter a Selic alta.

Governo estabelece metas de superávit primário até 2030

A estratégia do governo para equilibrar as contas públicas combina corte de despesas com redução de benefícios fiscais concedidos a empresas. O plano prevê metas de superávit primário, que é quando o governo arrecada mais do que gasta, sem contar os juros da dívida. A meta é sair do déficit atual para um saldo positivo de 0,5% do PIB em 2027, chegando a 1,5% em 2030.

O governo também propõe mudanças na forma de cobrar impostos. A ideia é tributar menos o consumo e mais a renda e o patrimônio. Uma das principais propostas é voltar a cobrar impostos sobre lucros e dividendos, algo que não acontece no Brasil há cerca de 30 anos.

Executivo planeja cortar gastos tributários em pelo menos 10%

Gastos tributários são isenções ou descontos de impostos que o governo concede a setores específicos. Atualmente, eles somam mais de R$ 600 bilhões por ano. O governo considera esse valor excessivo e planeja revisar e reduzir esses benefícios em pelo menos 10%.

Enquanto o ministro minimiza a responsabilidade do governo pelos juros altos, o Banco Central e economistas discordam. Eles alertam que o déficit constante nas contas públicas aumenta o risco para investidores e pressiona a inflação. Com a dívida pública próxima de 80% do PIB, a autoridade monetária mantém os juros elevados para controlar a economia e evitar alta de preços.

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